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Com informações falsas aparecendo na internet sobre os sentimentos do novo roteirista da saga Harry Potter, Michael Goldenberg, quanto ao quinto filme, o site TLC o procurou para esclarecer tais questionamentos e finalmente revelar muitas coisas interessantes sobre este profissional que ainda não conhecíamos. Michael fala sobre seus trabalhos anteriores, a tristeza em cortar algumas partes do livro como a entrada do Rony no time de quadribol da Grifinória, a relação com J.K. Rowling entre muitas outras coisas.
Confira abaixo a tradução realizada pelo portal Aurores da extensa entrevista feita com o roteirista:
Repórter: Você é um enigma para os fãs de Harry Potter.
MG: Um, Eu não pretendo ser!
Repórter: Sim, foi meio alarmante mesmo, ver isso. Nada poderia estar menos perto de ser verdade. Só se eu tiver um gêmeo malvado por aí que eu desconheça.
Repórter Bem, o senhor trabalhou em grandes filmes no passado. Esta é a primeira vez que algo tão extreme aconteceu?
MG: Oh, com certeza! Eu acredito que na maioria das vezes as pessoas não pensam muito sobre o roteirista. Acontece como deve acontecer, o filme sendo o alvo da atenção de todos. Mas acho que com Harry Potter, tudo é relevante e parece que alguns caras estavam procurando aparecer e conseguiram. Mas eu acho que é meio surpreendente.
Repórter: Agora eu gostaria de me referir à algumas coisas especificamente. Uma delas é que senhor não conheceu J.K. Rowling de maneira alguma, só por e-mail.
MG: Não é verdade! Não, nós na verdade nos encontramos várias vezes. Eu a conheci primeiramente antes mesmo de eu começar a trabalhar no filme, em Edimburgo. E ela não poderia ter sido mais simpática ou ter me apoiado mais durante todo o processo. Ela tem sido ótima.
Repórter: Como você conseguiu editar um roteiro retirado de um livro de quase 900 páginas(nt: versão americana)?
MG: Sabe, isso é engraçado. Muitas pessoas vêm me perguntando isso.
Mesmo sendo o maior livro, relevando o material narrativo e o enredo, não é tão diferente dos outros livros; só existe muito mais detalhes, alguns sub-enredos e algumas digressões mas, em termos de enredo principal, me pareceu bem trabalhável. Eu digo, o que parte o coração é sempre pensar, “O que você tem de deixar para trás? O que você não consegue encontrar no chão?”
Mas David Yates e eu trabalhamos juntos desde o começo. Nós dois gostamos de filmes bem densos e que são generosos da mesma maneira que os livros são, e procuramos por cada oportunidade de colocar tudo dentro do filme. E onde não pudemos, tentamos de alguma maneira prestar uma homenagem àquele elemento, colocá-lo em algum lugar no pano de fundo ou que aquilo poderia estar acontecendo fora da tela. Nós crescemos com aqueles tipos de filmes que você pode assistir de novo e de novo, vendo detalhes, nós somos fãs bem ávidos.
Repórter: Acreditamos que este seja um detalhe importantíssimo entre os fãs da saga.
MG: Sim!
Repórter: Alguns fãs ficam bem bravos quando o menor detalhe é cortado. Você pode nos dar um exemplo de um corte qe você teve que fazer e gostaria de ter tido espaço para colocá-lo?
MG: Eu sei que existiram algumas controvérsias por causa do sub-enredo do Rony n quadribol. Eu odiei cortar qualquer coisa. Mas nesse caso, por não ser exatamente central para a história e existirem tantas outras coisas para serem retratadas, nós todos percebemos bem cedo que isso seria algo que não entraria no filme. Mas mesmo assim, o espírito da história, Rony crescendo como personagem, encarando desafios e evoluindo como Harry, são elementos que tentamos colocar no filme de todas as maneiras possíveis. Então é possível sentir que, mesmo não tendo esses detalhes na da história, ao menos esse espírito foi mantido. Sinto que cosneguimos isto.
Repórter: Gostaria de voltar e conversar um pouco com o senhor, sobre ser roteirista, de onde veio e como chegou ao mundo de Harry Potter.
MG: Bem, eu conheci o produtor David Heyman há anos atrás quando ninguém, pelo menos nos Estados Unidos, havia ouvido falar em Harry Potter. Estava começando a se tornar um fenômeno no Reino Unido. Na verdade, a Warner Bros. me enviou o livro e conversamos sobre ele. Eu lembro de tê-lo lido sem nenhum preconceito, sem nenhuma hype e pensei “Uau, isso é impressionante!” J.K. e eu temos, acredito, a mesma idade. É meio presunçoso dizer isto, sabe, sendo uma criança nós dois teríamos adorado dividir história sobre esse tipo de livro. Eu teria lido esse tipo de livro. Nós estaríamos na mesma página desde o começo.
Depois que eu li o livro, David Heyman e eu começamos a falar sobre o primeiro filme. Eles terminaram escolhendo Steve, o que eu acredito que tenha sido o melhor caminho, poise ele fez um ótimo trabalho com os filmes. Tem sido um enorme prazer, do começo ao fim. Existe realmente um tipo de atmosfera familiar nessa empreitada toda. Você esteve lá, você esteve nos sets em Leavesden. É um sentimento de imenso orgulho. De se sentir parted a família, e David Heyman realmente criou essa atmosfera desde o início.
Repórter: Como você sente que alguns dos seus outros filmes – definitivamente Peter pan mas até Contato – te ajudaram à se preparar para essa história especificamente?
MG: Oh, eu venho me preparando para esse tipo de história desde o momento em que a li. Esses são todos os tipos de livros que eu lia quando estava crescendo, então me senti super protetor desde quando eu os li. Eu acho que, você sabe, sempre que nós amamos um livro, você sempre tem medo “O filme vai estragar tudo!” Eu simplesmente amo demais esses livros e o quê o Harry tem passado me tocou profundamente, nesse caso. Eu senti que eu queria proteger a história e contá-la da melhor maneira possível, e realmente serví-la da melhor forma, e foi uma honra fazê-lo.
Repórter: Existem elementos, no livro cinco especificamente, por ser tão enorme e denso, como você disse, onde você não pode ser literal. Você precisa captar o espírito de algo e traduzí-lo, e você fez muito isso com Peter Pan. Você poderia nos contra um pouco dos desafios que esse livro representou no caminho de atingir isso?
MG: Bem, é o desafio de qualquer adaptação. É como, meio que, ver a história pelo outro lado da luneta, como ela foi.
Jo e eu conversamos sobre isso. Foi interessante porque nossas profecias são opostas, de certa maneira. O prazer dos livros éo fato de você poder pausar a leitura. Você pode se demorar nos detalhes, e gastar o tempo que você quiser submergindo nesse mundo. Mas no filme, você realmente o está traduzindo para outra língua. Primeiramente você pega uma enorme quantidade de informação apenas ao olhar um frame do filme em termos de sentido, tom e detalhe. É realmente um processo de tradução, onde você pode acabar pegando uma dúzia de páginas ou uma centena e explorá-las nos livros de uma maneira que você jamais poderia num filme. Meu trabalho se torna encontrar aquele exato momento, ou aquela exata imagem ou fala que cristalizará e destilizará aquele elemento de tantas páginas, para então conseguirmos a essência do que estava no livro. É realmente traduzir para outro língua.
Da mesma maneira, desde o começo, tudo o que nós queríamos era fazer um ótimo filme, algo que a própria Jo disse desde sempre. Tudo o que ela quer é ver um ótimo filme também, e fazer um filme que ela e os fãs se sentissem orgulhosos. Eu realmente acho que conseguimos isso.
Repórter: Uma das coisas nessa falsa notícia dizia que alguns dos cortes do quinto filme voltariam para asombrar os diretores dos filmes futuros. Eu sei que isso não é verdade, mas qual foi o sentimento em manter elementos para servirem aos próximos filmes? Em algum momento eles se tornaram um fardo?
MG: De maneira nenhuma, Na verdade, como eu disse, Jo jamais poderia ter me apoiado mais e ter me dado mais permissão do que deu. Ela me deu um livre reinado. Foi totalmenteo oposto. A última vez que eu a vi, eu estava implorando por informações e dizendo “Por favor! Se houverem mais informações, eu adoraria ouvir o que você acha disso e daquilo!” E ela, finalmente, me informou sobre algumas coisas, que acredito que foram imediatamente incluídas no roteiro. Pequenas coisas na maior parte. Mas como eu disse, nunca conseguiríamos uma melhor colaboradora.
Repórter: Parece até que ela estava evitando o instinto de dar sugestão para não atrapalhar o seu processo.
MG: Também acho. E acredito que existiu respeito nisso. Não falarei por ela, mas eu acho que ela acredito em nóso, nos conhecendo, que nós estamos todos – nós realmente queremos fazer um filme que surpreenda-a. Digo, ninguém quer isso mais do que nós. Então, quase não foi necessário dizer isso, sabe? É a base da qual todos nós partimos.
Repórter: Agora, porque o quinto filme? Por que não o sexto, o sétimo ou até o segundo ou terceiro? Se você já é um fã há bastante tempo?
MG: Eu acredito que eu na verdade me sinto – e eu não sei o quê isso revela de mim, mas eu sou peculiarmente mais apropriado para o quinto. É uma história mais obscura, psicológica e política do que as anteriores, e todos esses elementos são realmente interessantes para mim – especialmente em termos de se sentir conectado ao que o Harry está sentindo nesse filme, nessa história. É sobre a jornada dele sendo alguém muito chateado e alienado, se sentindo excluído até se tornar um adulto, um líder que irá levar a AD até a batalha final. Eu acredito que seja a transição-chave que ele percorre e que todos nós percorremos nesse estágio da vida.
Eu simplesmente senti desde o começo que eu sabia como contar esta história. Sabe, eu vivi essa história. Não batalhando contra o mal, mas emocionalmente.
Repórter Por que o senhor decidiu não prosseguir como roteirista da saga?
MG: Nessa caso, Steve queria um tempo mais do que merecido de descanso e depois ele voltaria para o cargo. Ele esteve aqui desde o primeiro dia e ele fez, como eu disse, um trabalho tão bom com os filmes que eu feliz em deixa-lo carregar essa tocha.
Repórter: Quais são seus momentos favoritos? Você se lembra de algum elemento que você escreveu e pensou “Yes! Consegui o que eu queria pra essa parte”.
MG: Eles são todos meus bebês (rindo). Todos estes momentos, cada um deles mas…isso seria difícil. Difícil de dizer.
Eua credito que sejam os momentos mais emocionais, claro, entre Harry e o Sirius. Luna foi alguém com quem eu me apaixonei desde o começo. Eu penso que ela tenha sido muito importante. Ela dá uma importante nova cor para a história, em como o Harry enxergar as coisas. No momento em que você a conhece com a varinha atrás da orelha você pensa, “Oh, ela é uma escritora” (risos). Eu me encantei desde o começo.
Repórter (risos) Isso é excelente. Nunca pensei nela como uma escritora antes.
MG: Bem, eu não sei. Foi a varinha atrás da orelha, foi o que significou para mim.
A inocência, combinada à sabedoria adquirida com dificuldade no passado dela, e como o Harry e ela se conectam por causa das similaridades. Acredito que seja uma história sobre Harry se reconectando no geral e começando a admirar o que ele conseguiu, e no centro disso, claro, está a relação de amizade com Rony e Hermione. Esse sempre foi o núcleo da história, o trio. Existe algo nesses três personagens, e também nesses três atores, que é muito poderoso. E as performances que David Yates conseguiu, são extraordinárias. Eu realmente acredito que as pessoas ficarão de cabelo em pé. Eu realmente acho que o filme leva a história a um nível novo.
Repórter: Trabalhar nos filmes mudou alguma coisa na sua experiência em conhecer a série Harry Potter?
MG: Eu sempre fui fã, e eu sempre os apreciei em todos os sentidos. Eu acredito que viver com esta história em particular, é apreciar quão honesta ela é, quão verdadeira ela é, sobre a experiência da adolescência, e a jornada emocional que o Harry faz.
Acredito que isso seja a coisa mas importante que você pode conseguir na arte, deixá-a verdadeira, deixá-la honesta. Isso é o que eu acho que é o melhor ds livros, que além da maravilhosa história, enredo e imaginação, existe um sentimento de integridade e uma honestidade, sã histórias vindas do interior da pessoa. Existe algo muito orgânic, e muito de coração nelas. Como eu pude conhecer esta história muito, muito bem, eu consegui enxergar quão profunda ela é. É um tributo ao talento da J.K.
Repórter: Claro. Um dos comentários mais explosives da falsa notícia dizia que a J.K. se envolveria seriamente como roteirista no sétimo filme. Obviamente, isso não é verdade, não é?
MG: Eu gargalhei quando soube. Eu gargalhei em todas mas nessa em particular porque, até onde ela me disse, e só se ela tem planos dos quais eu não sei, essa seria a última coisa que ela faria. Eu acredito que os livros são os livros, e os livros sempre estarão lá e é lá que ela mora. Tenho certeza que se ela mudar de idéia e quiser trabalhar nos roteiros, ela seria bem vinda mas eu percebi que ela estaria muito mais interessada em continuar escrevendo mais livros, novos livros e novos mundos, então…
Repórter: E novos filmes para adaptar.
MG: Sim.
Repórter Então no que o senhor está trabalhando agora? Você poderia nos contar um pouco sobre os seus outros projetos?
MG: Estou trabalhando num roteiro original, que ainda é desconhecido. Estou muito animado com ele, e espero falar um pouco mais sobre ele no futuro.
Repórter: Mas ele pertenceria a qual gênero?
MG: Eu acredito que seja um pouco de ficção científica, mas é mais centralizado nos personagens. É engraçado, você perguntou sobre como algo como Contato me prepararia para algo assim, mas na verdade não acredito que seja tão diferente, no sentido dos dois acontecerem numa realidade diferenciada, na qual a história exterior é bem fantástica, mas essa história funciona como uma metáfora do que acontece internamente com os personagens. Essa é uma das grandes coisas que um filme pode fazer, eles contam a história em dois níveis. Eles nos dão uma ótima história, um percurso emocionante, com efeitos especiais e sustos mas, ao mesmo tempo, você percebe algo muito mais profundo acontecendo. E isso acontece desde sempre, eu diria, até O Mágico de Oz.
Existe uma razão pela qual esses ótimos filmes de fantasia e de ficção científica duram tanto. É porque eles ressoam mais profundamente do que a sua superfície mostra. E acredito que essa seja a verdade a cerca de Harry Potter, mais do que qualquer outro. Estaremos lendo os livros e, tomara, vendo os filmes daqui a 50, 100 anos daqui para frente.
Repórter: Existe alguma coisa desse problemão com a falsa notícia que o senhor gostaria de esclarecer de uma vez por todas?
MG: É meio engraçado. É um momento surreal. Este será o momento em que eu me sentirei mais próximo de ser uma celebridade em toda e minha vida, ou de ser percebido pelo olho do público, porque sendo um roteirista, você nunca se sente assim. Na maior parte, estou muito feliz com isso. Não tenho interesse em ser famoso só por ser, mas acredito que seja isso o que o Brad Pitt sente quando ele vai ao supermercado. Sabe, ele olha num tablóide e estão citando coisas que ele supostamente disse, sendo que ele nunca as disse. Sua primeira resposta seria “Bem, isso é interessante. Alguém se meteu em confusão.” Mas é difícil ficar chateado com isso.
É bom poder esclarecer tudo, porque pareceu que as pessoas estavam chateadas, e com razão, eu acho, sobre esses comentários maldosos.
Repórter: Me parece que o senhor teve uma reação de sensibilidade para com os fãs, que estava preocupado em achar que os fãs acreditariam que você não estava tratando o filme corretamente.
MG: Com certeza. Por eu também ser um fã, sabe? E eu acho que se eu lesse aquilo, como fã, sobre este ou qualquer outra obra da qual eu gostasse, eu me chatearia em saber que as pessoas que estavam tratando da história que eu realmente gosto não a estavam tratando-a da maneira certa. Nada poderia ser menos verdade do que essa informação.
Todos nesse filme se mataram de trabalhar pelos últimos, acredito, dois anos e meio? E não só David Yates, David Heyman, eu e os atores mas milhares de pessoas que fizeram trabalhos braçais, prepararam tudo durante noites inteiras, se matando para que tudo ficasse pronto no momento certo, sets pintados ou efeitos especiais completados, e eles realmente se importam com os filmes, como deveria ser. E esses filmes são seu legado. Ele estão muito orgulhosos desses filmes. Então eu acho que isso foi o mais triste de ouvir, a idéia de que não ligávamos. E tenha certeza, nós nos importamos o máximo possível.
Repórter: Posso começa um papinho sobre o livro sete? (rindo)
MG: (rindo).
Repórter: Sem livro sete? Ok, é porque você sabe de coisas sobre ele e está com medo de acabar nos contando?
MG: Eu teria que pensar sobre isso. Sem comentários. (ambos riem)
Repórter: Isso é exatamente o quê os fãs querem saber. Se você chegou ao ponto em que a J.K. disse “Bem, você não pode fazer isso ou aquilo, porque se vc o fizer…” Porque ela disse antes que o Steve Kloves seria uma das pessoas que sabem mais sobre os livros do que qualquer outra pessoa no mundo. Entende?
MG: Eu estarei lá à meia-noite, como todo mundo, e eu ficarei surpreso, tenho certeza, como todo mundo vai ficar. Então acho que é isso mesmo.
Repórter: Isso é ótimo. Bem, muito obrigada mesmo.
MG: Foi ótimo, muito obrigado.











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valeu aurores, tava procurando msm uma traduçao. achei o roteirista bem comprometido com Harry entao esta bom.
que legal, nao sabia nem que tinha mudado!!!!! o pessoal que conseguiu assistir o filme disse que ficou otimo!!!!!!!
ele podia continuar ao inves do steve kloves (a chata, nem vi o filme ainda)…gostei dele
eu gostei de Contato, doido demais