Porque nem só de Harry Potter a equipe do Aurores vive!

Escute o Single da banda dos velhinhos!
O que você acharia de uma banda, com mais de 40 integrantes, todos com mais de 90 anos de idade, cantando “My Generation”, clássico do The Who, cuja letra tem partes como “I hope I die before I get old” (espero que eu morra antes de ficar velho).
Pois bem, esta banda existe e se chama The Zimmers! A idéia da banda surgiu de um cara chamado Tim Samuels, que fez um documentário para chamar a atenção ao drama de milhões de aposentados britânicos que vivem hoje solitários e abandonados.
Segundo estatísticas, hoje existem 3,5 milhões de idosos vivendo sozinhos e meio milhão morando em asilos britânicos. “Eu quis fazer um documentário que mostrasse como nós tratamos os nossos idosos neste país. Se você fosse julgasse uma sociedade pela forma como ela trata seus idosos, estaríamos em apuros”, disse Tim. O cara viajou pela inglaterra procurando alguns bons velhinhos que aceitassem gravar a música. A maioria achava ridiculo, mas acabou aceitando.
E a produção não é tão independente assim. Ele conseguiu ajuda de nada menos que Mike Hedges, produtor do U2, Dido e The Cure, para produzir a música, só para citar. E para a gravação, o cara conseguiu apenas o Abbey Road, aquele estudio lendário onde os Beatles gravaram.
É uma maneira muito legal de se chamar a atenção aos Idosos. E bem, eu não espero morrer antes que eu fique velho!

My Hump, My Hump, My Hump. Check it out!
As paródias são versões de músicas, onde o cantor brinca com a letra, o estilo ou o grupo sobre uma música específica.
Creio que a maioria de vocês conheçam a música My Humps, que fez relativo sucesso com o grupo Black Eyed Peas. Na música, uma mulher fala a sua “Bunda” e os seus “Seios”, onde essa mulher fala de como vai conquistar todo mundo com isso, e bla bla bla e aquelas futilidades todas. Convenhamos que não é uma música muito agradável.
Nossa querida Alanis Morissette resolveu brincar com a coisa toda: Fez sua própria versão cover, parodiando a música e o grupo Black Eyed Peas. Pois o resultado ficou senscional!
Alanis canta no seu tradicional ritmo, e no final do clipe até temos ela e sua equipe rindo da brincadeira. Se era pra cair na internet, realmente eu não sei, mas eu sei que caiu e recomendo a todos darem uma olhada! Vale umas boas risadas!

Britney Spears, PHD no assunto
A mais nova moda mundial não está sendo ditada em Paris, ou nas Fashion-Weeks na vida. Muito menos nas ruas populares de São Paulo e Rio de Janeiro. A nova moda mundial agora é simplesmente tirar a roupa de baixo!
É incrível o que se consegue de audiência por simplesmente andar sem calcinha por aí. Tudo começou em tempos longíquos, onde a nave-mãe Madonna estreiou suas gloriosas produções adultas (ou pornográficas, como preferirem). Desde então, conseguiu várias discípulas pelo mundo afora!
No Brasil, nossa querida rainha dos baixinhos, vulgo Xuxa, já saiu saltitando pelo mundo pornográfico. Em início de carreira, Xuxa, um ursinho de pelúcia e um menino bem novinho fazia a alegria da garotada (não, não era pornografia infantil, antes que perguntem). Aliás, sempre me perguntei se o menino sabe como ela é macia. Obviamente todas as fitas foram recolhidas e dá-se a entender que nunca aconteceu.
Pelo mundo afora, diversas musas já se renderam a essa moda. Pamella Anderson foi uma das percursas dos tempos modernos, com seu famoso vídeo de sexo com seu namorado, Tomy Lee. Já Paris Hilton, a patricinha-mor atual, abusa: Além de videos fazendo sexo com o namorado, diversas fotos sem calcinha já foram publicadas da loirinha.
Britney Spears fez mestrado com Paris Hilton e se tornou PHD no assunto. Em menos de 1 semana, a ex-musa pop deixou se fotografar nada menos que 3 vezes sem a calcinha, vulgo roupa de baixo. Não contente com a exposição, ainda por cima tentou se matar mais 3 vezes. Muitas pessoas apostam que na 4ª vez ela vai conseguir realizar o feito. Eu sou uma delas.
Lidsay Lohan também entrou para o time, junto com Juliana Paes, no ano passado. Mas elas foram ligeiramente mais comportadas. Decidiram mostra a criança apenas 1 vez. Estou dizendo no mês, é claro!
O caso mais recente é da aspirante a pop-star, Antonella Braba, do American Idol. Algum mui-amigo divulgou fotos da moça em poses não muito agradáveis (a ela, ao menos). Além disso, apareceram fotos da queridinha Antonella fazendo sexo com alguma pessoa aleatória, o que logo foi desmentido.
A questão crucial é, será que a moda vai pegar mesmo ou será apenas mais uma coisa passageira? Moda vem e vai com uma velocidade incrível. Mas façam suas apostas. Qual será a próxima moda do mundo feminino das celebridades: Flash-Mobs em pontos turísticos (nuas, claro), deixarem se fotografar usando cuecas… Vamos augardar e continuar se divertindo!
Apesar de apreciar a arte de contar histórias através de imagens, confesso que nunca ouvira nada sobre esse HQ da Marvel Comics, intitulado: O Motoqueiro Fantasma.
A princípio a idéia me apeteceu o suficiente para despertar minha curiosidade. Um dublê que faz um pacto com o diabo para proteger seu pai. Com um pouco mais de pesquisa, descobri que a série de HQs era de boa qualidade e tinha seu público garantido. Resumindo a ópera: o filme tinha tudo para ser um grande estouro.
Quando resolvi investir meu tempo na película, tive a sensação de que havia acabado de assistir à um episódio especial de um seriado e de nenhuma forma, aquilo me parecia um filme digno da história do Motoqueiro Fantasma.
Em primeiro lugar, vale destacar a atuação de Nicolas Cage. Alguém percebeu alguma diferença entre Seth (o anjo que Cage interpretou no mega drama pentelho A Cidade dos Anjos) e Johnny Blaze (o personagem principal de O Motoqueiro Fantasma)? Ao menos aqui, não pude notar nada que diferenciasse a presença divina da faceta diabólica. Nicolas Cage consegue dar um tom pastel para todos os seus personagens.
Mesmo após tanto esforço (Nicolas Cage disse em entrevista que estava tentando dar um ar novo ao personagem), ele acaba não conquistando ninguém no papel da Maria Sofrida Johnny Blaze que se deu mal por fazer um pacto com Mephistopheles. Esperei cada segundo ansiosamente pelas transformações (é incrível como uma caveira em chamas tem mais carisma que o Nicolas Cage).
Outro ponto negativo é a rapidez com que o filme ocorre. Em certos momentos, tive a impressão de estar vendo uma escola de samba estourando o limite de tempo na avenida. Fiquei espantada com a naturalidade com que os personagens acabam por aceitar seu destino. O filme não te dá o tempo necessário para aceitar, chorar, sorrir, se espantar ou vibrar de emoção.
Quando menos se espera o filme e seus 114 minutos de duração terminam e você fica sentado em seu lugar com aquele sentimento estranho de que não viu tudo que poderia ver. E se você for um fã, aposto que no final você sentira como se não tivesse visto tudo o que queria ver.
Agora, sejamos justos: não é um filme ruim. É uma história boa que teve a infelicidade de cair numa adaptação terrível. Os grandes momentos em que o Motoqueiro está em cena garantem a diversão e até mesmo satisfação para alguns fãs.
Para fim de conversa, podemos dizer que O Motoqueiro Fantasma trata-se de uma história brilhante que sofreu pelo brilhantismo escasso de Hollywood.
Pois é, Mark Steve Johnson, já que você ainda não aprendeu a lição com Elektra e com O Demolidor, fica a dica: não é todo mundo que nasceu pra ser um irmão Wachowski.
Ficha Técnica
País de Origem: EUA
Ano: 2007
Duração: 115 min
Ação
Direção: Mark Steven Johnson
Roteiro: Mark Steven Johnson
Elenco: Nicolas Cage, Jon Voight, Wes Bentley, Eva Mendes, Matt Long, Sam Elliott, Peter Fonda, Donal Logue.
Trailer

Mas a vida, a vida é uma caixinha de surpresas!
Após muitos pedidos, estou aqui para postar o Texto Completo do vídeo do Joseph Climber. Aproveitem para rever o vídeo, que vale muito a pena! E espero que o texto ajude a todos vocês que pediram!
Existem pessoas que não se abatem por nada. Até mesmo os mais terríveis obstáculos são encarados são encarados como novos e maravilhosos desafios. Hoje conheceremos a história de Joseph Climber. Joseph Climber, 17 anos de idade campeão mundial de luta livre, no auge de sua carreira e de sua forma física.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas e numa bela manhã de sol Joseph Climber estava de namoricos com sua pequena Emy, pela qual ele era absolutamente apaixonado. Acontece que, de estomago cheio, Joseph Climber foi se envolvendo com as carícias de sua pequena. E sem consequir se controlar, foi acometido por uma terrível congestão. Isso deixou-o paralizado de todo o lado esquerdo do corpo. Qualquer um de nós ficaria chateado, desmotivado, mas não este homem! Não Joseph Climber!
Ele abandonou a carreira de lutador e arranjou emprego como telefonista. Por motivos óbvios, ele só podia atender um telefone de cada vez e sem anotar os recados. Isso fez com que seu cérebro fosse substituíndo seus músculos de lutador e em pouco tempo ele inventou um multi-atendedor automático de telefones. Um exemplo de perseverança. Um exemplo de que não devemos desistir não fácil.
Mas a vida, a vida é uma caixinha de surpresas e numa bela manhã de sol um terrível acidente aéreo faz com que Joseph Climber perca completamente sua voz. Juntamente com a voz ele perde seu emprego como telefonista. Qualquer um de nós ficaria chateado, desmotivado, abatido. Mas lembre-se que estamos falando de Joseph Climber! Que passou a se comunicar através de gestos feitos com a sua mão direita. E vejam o que é a perseverança, vejam o que é a força de vontade: graças à fantástica habilidade adquirida com a sua mão direita ele se tornou maestro da orquestra de sua cidade.
Mas nem tudo são flores na vida de Joseph. Numa bela manhã de sol, Joseph Climber descançava tranquilamente à sombra de uma árvore, quando uma bonbinha de São João estoura ao seu lado e isto o deixa completamente surdo. Surdo. Qualquer um de nós ficaria chateado, abatido quem sabe até desmotivado mas, por Deus, este é Joseph Climber.
E neste período da vida, resolveu abandonar a cidade. Mudou-se para o campo, para ter contato com a natureza. Mas não ficou parado, não. La, numa velha fazenda, arranjou emprego como operador de uma máquina de moer cana. Um exemplo de perseverança! Um exemplo de que não devemos desistir tão fácil.
Mas a vida é uma cixinha de surpresas e numa bela manhã de sol trabalhava de vento em poupa quanto a máquina tritura o seu braço direito. O mais impressionante é que, mesmo sem poder falar, neste momento Joseph Climber solta um urro desesperado de dor. Qualquer um de nós ficaria chateado, desmotivado, mas este é Joseph Climber o maior exemplo vivo de perseverança ja visto sobre o planeta Terra!
Joseph Climber voltou para a cidade. E em uma noite especial fechado em seu apartamento, envolto em uma áurea de magia e um estranho vento que soprava do leste, Joseph Climber incorpora o espírito de Van Gogh e passa a pintar belíssimos quadros com sua perna direita. Logo é convidado a expor em todas as grandes galerias do mundo: Estados Unidos, Europa, Ásia…
Mas a vida, a vida, esta sim é uma caixinha de surpresas. Pois numa bela manhã de sol, ao tentar invocar o espírito de Van Gogh, Joseph Climber acidentalmente incorpora o espírito de Hagar, o Terrível e numa horrenda luta mediúnica, amputa as próprias pernas. Qualquer um de nós ficaria chateado, desmotivado, sem vontade de cantar uma bela canção mas, por Deus, este é Joseph Climber!
Que em pouquíssimo tempo se tornou o mais importante funcionário da agência dos correios, selando milhões de cartas por dia. Eu disse milhões de cartas por dia! Um exemplo de que não devenos desistir tão fácil. Não devemos desistir nunca!
Mas a vida… (Joseph diz: - Vai tomar no %$&%&*%$!!!).
Hoje em dia, este incrivel homem que aqui está ganha a vida como feliz e bem-sucedido peso para papel!

Annales Cambriae, uma cronologia galesa datada do século X, registra o ano de 537 D.C. como o ano da morte de Artur e Medraut na Batalha de Camlann.
Em 1963, a Disney lança The Sword on the Stone (A Espada era a Lei), animação baseada na infância de um menino chamado Artur que estaria destinado ao reinado.
32 anos após, ganhei o VHS do filme que assisti até a exaustão durante toda minha infância. Talvez A Espada era a Lei nunca tenha sido um dos clássicos da Disney mais notórios, mas ele tinha um lugar muito especial na minha prateleira.
Passaram-se 6 anos até que meu interesse pela lenda do Rei Artur aflorasse novamente. Eu ainda não havia completado 12 anos e passava mais um intervalo das aulas na biblioteca (o que era obrigatório pra mim – uma vez por semana), quando me deparei com o primeiro volume da série As Brumas de Avalon (A Senhora da Magia), escondido no meio de tantos outros títulos que a principio pareciam mais interessantes.
Acabei dando uma chance para o exemplar gasto e durante uma semana, conheci Avalon através dos olhos de Morgana (ou Morgan, Le Fay) e toda a história do Rei Artur. Foi como se eu tivesse lido um epílogo dos meus sonhos de infância (devo admitir que com uma dose não esperada de sedução). Com o tempo li os livros restantes da série e desde então, a imagem que Marion Zimmer Bradley havia desenhado daqueles personagens ficara presa em algum lugar da minha mente.
Mais 4 anos se passaram e foi com um pouco de relutância que ouvi meu namorado falar sobre um livro que estava lendo que narrava a lenda de Artur. O que me incomodava tanto era o fato que o livro destruía minha parte favorita da lenda: Artur não era rei e nunca fora. Artur era simplesmente um bastardo do Rei Uther.
Resolvi atravessar meu preconceito e dei uma chance ao Rei do Inverno (volume 1 das crônicas arturianas) de Bernard Cornwell. Hoje, estou marchando para o desfecho do primeiro livro e tenho que dar o braço a torcer: Bernard Cornwell wins!
Sim, ele literalmente estuprou todas as boas memórias que eu guardei durante um tempo e massacrou todas as fantasias relacionadas com Avalon, Excalibur, Merlin e todos os outros elementos que formavam a lenda em minha cabeça.

Tã Tã Tã Tã Tã Tã Tãããããã!
Muitos meses depois do último post, finalmente uma atualização. Porque paramos de postar cabe um post só pra isso, que farei depois. Mas eu não podia deixar passar esse vídeo.
Esse vídeo é a história de uma esponjinha que está se apresentando para fazer um salto na água. Para isso, ela conta com o acompanhamento de um violonista, que faz sua trilha sonora.
O trabalho feito pelas pessoas que controlam a esponjinha (que eu não lembro agora o nome da arte, um tipo de marionete) é fantástico. Você consegue sentir o que ela está passando mesmo sem ela soltar uma palavra. Simplesmente fantástico.
Vejam o vídeo e mostrem para todos! Realmente é imperdível.
Por outro lado e reservado para domingos de frio, existe o cinema nacional, graças a Deus. Quando se ouve o título O Maior Amor do Mundo pela primeira vez, você pensa com seus botões: Lá vem mais um filme romântico e chato. Mas a primeira impressão passa logo após ver o nome do José Wilker no elenco, pode até ser romântico, porém, com um ator desse calibre no elenco não há dúvidas sobre a qualidade do filme desde o começo.
Aí, você vai bem despreocupada e cheia de sono para o cinema, porém, não dá nem tempo de você começar a pensar em fechar o olho e o filme já deixa de ser apenas mais uma produção nacional sobre o amor entre um homem e uma mulher e se torna um filme digno de ter o José Wilker no elenco.
Digamos que é a história sobre um paciente terminal, que passou sua vida toda se dedicando aos estudos e hoje é um astrofísico muito famoso.
O filme se passa numa não-linearidade estranhissíma, começa em algum lugar no meio do filme, vai para o começo e conta com flashbacks do passado de Antônio durante todo o seu decorrer.
O personagem de Wilker, apesar de “adotivo” foi muito bem criado, teve todas as chances e foi estudar nos Estados Unidos, aonde morou até receber a notícia de que possuía um tumor incurável no cérebro. O filme retrata a jornada de Antônio no meio de uma favela do Rio de Janeiro em busca da verdade sobre sua mãe biológica e são tantas verdades, descobertas e pequenos espamos de amor durante 106 minutos de puro filmaço, como diriam os mais entusiastas.
Digamos que é um daqueles filmes que te toca no bom sentido, acaba te fazendo pensar na vida e no quanto ela é curta e quantas coisas boas estão por aí e nós nem ao menos vemos, pois, passamos todo nosso tempo nos dedicando a tantas outras coisas que no final das contas nunca nos levam para algum lugar.
O Maior Amor do Mundo é uma beleza única e de um extremo bom gosto de Cacá Diegues. Sem contar, que após tantos filmes com cara de novela, finalmente, encontramos um digno das telonas (desde as técnicas de filmagem bem elaboradas até a fotografia puta-que-pariu muito boa!) e é por isso, que recomendo para todos aqueles sem fé no talento dos brasileiros na hora de fazer cinema.
Luciana: O quê você faz?
Antônio: Deixa pra lá, você não entenderia(…)Eu cuido de estrelas.
Luciana: De Hollywood?
Sexta-feira foi dia de ir ao cinema com o namorado e assistir Lucas, Um Intruso no Formigueiro (tradução genial do título original - The Ant Bully). Último dia de semana útil, as mães levando a pimpolhada ao cinema (“Mãe, tá escuro!”, “Filho, aqui é um cinema, é escuro“) e lá estavámos eu e o meu namorado, tentando se misturar aos espectadores dominantes da sala de exibição.
Eu adoro desenho animado. Se não existisse Pulp Fiction, não há dúvidas que Rei Leão seria meu filme favorito até hoje. Pois é, esqueci de dizer que eu adoro desenho animado que conta com a presença de animais e existe animal mais simpático que uma formiga?
Tá, pode até existir, mas após assistir Lucas, Um Intruso no Formigueiro sinto que estou mais próxima espiritualmente de todo o formigueiro.
Você, querido leitor, que nunca passou de 1.60m já deve ter sido alguma vez chamado de nanico por alguns de seus colegas que só não entraram para a NBA porque claramente não tinham talento para basquete (porque o tamanho, provavelmente a maioria tinha) e até eu, que cheguei bem perto da linha de chegada (1.59m) já senti a dor de ter seu tamanho minimizado mais do que o natural por terceiros.
Lucas é um garoto que vive apanhando de um garoto maior e não pode fazer nada, afinal ele é pequeno e frágil. Nós, os pequenos e fragéis nunca temos direito de tentar revidar (e na maior parte dos casos, não temos muita força). Mas ao contrário de toda a criança que sofre de bullying, Lucas não vai para o quarto chorar e se transformar aos poucos num emo frustrado.
Lucas, por sua vez, desconta toda sua raiva em seres ainda menores: as formigas.
Cansadas de toda a devastação que o Destruidor (como as formigas chamam Lucas) proporciona ao formigueiro, elas encontram uma solução em Zoc, uma formiga mago que cria uma poção capaz de encolher Lucas e assim deixá-lo do tamanho de uma formiga.
Apesar das inevitáveis comparações entre Vida de Inseto e Formiguinhaz, acredito que The Ant Bully (o título em português é muito longo e essa que vos escreve tem preguiça) se destaca entre o gênero formigueiro de animações e inova com piadas maravilhosas e personagens únicos.
Sem contar a forte moral que se esconde ali no meio das cenas, não quer dizer que só porque você é frágil que é fraco, pois o poder verdadeiro não se encontra no tamanho e sim em valores como o companheirismo e a união.
Entretanto, o destaque do filme não vai para as formigas e sim para a avó de Lucas, que vive perdendo a dentadura e acredita piamente na existência de ETs e garante inúmeras risadas para a platéia.(eu quase morri quando a vi com uma camiseta escrito I Believe).
Zoc: [glares at crystal in hand] Curse you, rock; a curse upon your children!
Hova: I don’t think rocks have children.
Zoc: [throws crystal to the ground] Well they won’t *now*.
Num mundo de tantas realidades contrastantes, não há ser humano gozando 100% de suas faculdades mentais que não tenha desejado, nem ao menos por um instante alucinado, estar a sete palmos de terra.
Em momentos difíceis, para alguns, aparentemente não há verdade mais reconfortante do que a morte e quando essa verdade se transforma em sua única saída para todos os seus problemas, acabam encurtam o caminho longo que separa a longa estrada da vida da escuridão da morte.
Uma Longa Queda é um livro sobre quatro suicidas em potencial. Para as pessoas acostumadas com o jeito Pollyana de ser, essa temática pode soar extremamente de mau gosto e definitivamente, não irá entrar para sua lista de leituras logo após O Pônei Falante.
Voltando a idéia de que o mundo nada mais é do que milhares de realidades que contrastam de maneira gritante entre si, gostando ou não, há que se aceitar a idéia de que algumas pessoas simplesmente não estão felizes e são praticamente incapazes de pensarem em outra coisa além da morte.
Porém, não estamos falando do grupo mais propenso à fila do purgatório e, portanto, espere algumas reviravoltas conforme as páginas forem viradas.
Após demorar tanto para terminar o livro, já me sinto quase íntima dos protagonistas, é o tipo de livro que vai deixar um buraco na minha realidade. Com o que eu vou me distrair durante as aulas teóricas de Fotografia? Outros livros virão, mas nada que me fizesse sentir tão em casa quanto a história de Martin, Maureen, Jess e JJ.
O SUICIDA “MEU-MUNDO-CAIU”.
Em primeiro, sinto uma obrigação de falar sobre o Martin Sharp. Pois bem, imagine só: você tem uma família feliz (uma mulher amável e duas filhas adoráveis, tudo parece até comercial de margarina), é apresentador bem sucedido de um programa na televisão britânica, tem todas as garotas bonitas aos seus pés e praticamente não há nada com o que você pudesse se preocupar.
Aí, sem que você possa perceber, entra a garota de quinze anos que diz ter dezesseis e é exatamente aí que tudo acaba pra você.
Você perde emprego, carreira, filhas, esposa, fama, sucesso, dinheiro, fica exposto como Aquele-que-pega-garotas-de-15-anos e para completar: você vai preso.
Após ser solto, conseguir um emprego como entrevistador num programa meia-boca, num canal mais meia-boca ainda, você fica preso a uma subvida que geralmente só demonstra algum sinal cardíaco quando uma matéria sobre seu comportamento imoral e vergonhoso sai em algum jornal.
E esses são os ótimos motivos pelos quais Martin Sharp está considerando se jogar do Topper’s House na noite do ano novo.
A SUICIDA SEM ESPERANÇAS.
Também existe Maureen, a mulher de 51 anos que quando nasceu, aparentemente estava destinada ao sofrimento. Não é como se ela tivesse nascido na lavoura e obrigada a trabalhar desde os dez anos, porém, tente imaginar a situação: mulher muito católica resolve cair no pecado número X (qualquer coisa a ver com a castidade – eu não lembro dos mandamentos, mas sei que existe um que é algo como se guardar para o casamento) e a única vez em que ela resolve fazer uma pequena ação de genes X + Y, a genética acaba indo bem demais e gerando um filho. Oh, ótimo, um filho! Só que esse filho nasce com problemas que o impedem de falar, se mover, se expressar…Resumindo, Maureen dá a luz a um vegetal e o seu digníssimo pai dá no pé, deixando Maureen sozinha.
E desde então, essa é a vida de Maureen. Cuidar de Matty, limpar Matty, alimentar Matty e tudo isso, sem poder ouvir nem ao menos um obrigado e muito menos ganhar um abraço.
Maureen tem seus motivos para querer jogar-se do Topper’s House na noite no ano novo e seu motivo é deixar de ter esperanças de que um dia algo irá mudar.
A SUICIDA PORRA-LOUCA.
Jess é o tipo de personagem que aparece, você não sabe de onde e nem de como, mas ela aparece com a intensidade de um soco na boca do estômago. Jess quer se matar por causa de Chas. Ou talvez seja por causa de Jen. Talvez, também seja porque esse parece ser o lance do momento e Jess está mudando de idéia a toda hora.
Jess é uma adolescente deslocada numa festa de velhos drogados de ano novo, na qual compareceu apenas porque alguém disse que Chas, o ex-namorado, estaria lá. Por um momento, você sente vontade de bater na testa da menina e escrever com esferográfica vermelha: NÃO SE MATE POR UM HOMEM! Mas Jess é que nem um formigueiro, quanto mais você cutucar, mais formigas sairão até o ponto em que você não conseguirá controlar.
Então, Jess não conseguiu encontrar Chas naquela festa no Topper’s House e já que está lá, por quê não dar um pulo do alto do prédio para comemorar?
O SUICIDA ARTÍSTICO.
Ninguém entende a profundidade simbólica representada através da semiótica que existe nos entregadores de pizza em diversas histórias. Em filmes pornôs, os entregadores de pizza são constantemente seduzidos por uma mulher de meia idade que não faz você sabe o quê há muito tempo. Em Rose Red, filme escrito por Stephen King, sua única participação como ator na trama foi entregando pizza. Sinceramente, não sei o que faria sem os entregadores de pizza do The Sims, porque nenhum dos meus Sims tem muita experiência na arte de cozinha.
Você se pergunta agora: O quê há de tão encantador e fascinante que vai além da minha compreensão na natureza simplória de um entregador de pizza?
É aí que surge JJ. Ao primeiro olhar, parece um simples garoto americano tentando sobreviver na Inglaterra. Na segunda olhada, você perceberá que ele ainda é um garoto americano tentando sobreviver, só que dessa vez, o verbo sobreviver pode ser aplicado de maneira literária.
JJ talvez não tenha um motivo tão profundo quanto Maureen ou Martin para atirar-se do Topper’s House, porém, ele sabe que quer o suicídio. Pois bem, muita gente legal cometeu suicídio e quando você está num país estrangeiro, sem o colegial completo, sua banda está separada, sua garota terminou com você e tudo o que lhe restou foi uma simples função de entregador de pizza, a única opção plausível de se sair dessa vida com algum vestígio de dignidade e dando cabo da própria vida.
E a queda deles será longa, um todo de 300 páginas que li com muito prazer e divertimento. Se eu pudesse descrever rapidamente sobre a moral por trás das linhas, diria que o livro é sobre esperança. Pois nenhum deles parece ter esperança de que algo irá mudar em sua vida e com a ajuda um do outro, a situação vai se revertendo aos poucos.
Leitura recomendada com diversas passagens engraçadas, totalmente escrito em primeira pessoa com trechos na visão de cada um dos protagonistas.
- Eu tenho um troço no cérebro. Um negócio chamado CCR - O que, obviamente é a sigla de Creedence Clearwater Revival, uma das minhas bandas favoritas e fonte de grande inspiração para mim. Não me pareceu que houve um grande fã do Credence ali. Jess era muito nova, eu não precisava me preocupar com Maureen, e Martin era o tipo de cara que só teria desconfiado de alguma coisa se tivesse dito que eu estava morrendo de um ABBA incurável.